As saídas VGA e DVI finalmente estão chegando ao fim da linha

As saídas VGA analógicas nos acompanham desde os primeiros PCs, oferecendo uma opção barata de interface. Elas eram companheiras ideais para os antigos monitores CRT, que também eram analógicos e podiam usar o sinal enviado para a interface para controlar diretamente o refresh do monitor, simplificando os projetos. Entretanto, com a entrada dos monitores LCD e plasma elas se tornaram estranhas no ninho, já que estes monitores digitais precisam incluir controladores adicionais para converterem o sinal analógico em digital. Não apenas isso aumenta o custo, mas também degrada a qualidade da imagem.

O DVI surgiu como um substituto para o VGA, mas acabou caindo no mesmo saco, já que com a exceção do DVI-D (que é puramente digital), os padrões DVI mantêm o uso do sinal analógico para fins de compatibilidade, tanto que você pode conectar um monitor com cabo VGA em uma saída DVI simplesmente usando um adaptador simples. Outra questão é que o DVI é um padrão que não evolui desde 1999, falhando em acompanhar o desenvolvimento de mais de uma década.

Já faz tempo que os fabricantes estão tentando eliminar estas duas interfaces e com a popularização do HDMI e do DisplayPort eles finalmente estão vendo a luz no fim do túnel. Tanto a Intel quanto a AMD estão planejando deixar de suportar o VGA e as variações analógicas do DVI em seus chipsets a partir de 2015, com a AMD pretendendo aproveitar a oportunidade para eliminar o DVI completamente. Naturalmente, isso não impedirá que fabricantes interessados ofereçam as interfaces incluindo controladores externos, mas o custo e complexidade adicionais serão um desestimulo.

Embora o HDMI já seja o padrão mais usado em TVs e home-theaters, o sucessor natural para o DVI nos PCs é o DisplayPort, que por sua vez ianda está longe de ser a interface mais usada por monitores, muito embora esteja sendo fortemente empurrado pela AMD, que o adotou como interface preferencial no Eyefinity. Eliminar o VGA até 2015 parece ser factível, já que mesmo quem insistir em usar um monitor antigo poderia fazê-lo aproveitando uma placa de vídeo que ofereça a saída ou um conversor, mas a menos que a AMD consiga realizar alguma campanha milagrosa, não parece possível que consigam convencer todos os fabricantes de monitores e todos os usuários a migrarem para o DisplayPort em apenas três anos.


Fonte:
http://www.hardware.com.br/noticias/2012-01/vga-dvi.html

Kernel do Linux passa de 15 milhões de linhas de código

'O kernel do Linux na sua versão 3.3 passa de 15 milhões de linhas de código. A marca é impressionante considerando que os 10 milhões de linhas foram atingidos em 2008.

Nessa contagem entram também os comentários, linhas em branco, partes da documentação para desenvolvedores e scripts, o que torna o kernel menos inchado do que parece ser num primeiro momento.

Uma coisa interssate a observar é que cerca de 3/4 do código corresponde a drivers para dispositivos diversos, sistemas de arquivos e arquiteturas específicas; todos juntos não são essenciais para o funcionamento do kernel em si, já que em cada computador apenas alguns deles são aproveitados.

Gráfico indicando quanto de espaço cada categoria de código ocupa no kernel Linux

Como todos aqui devem saber, no Linux o suporte ao hardware é implementado diretamente no núcleo do sistema, com eventais módulos para o que for criado depois (ou dispositivos muito específicos). Por essas e outras ao rodar uma distro Linux qualquer as chances de ter som, rede e vídeo funcionado de primeira são muito maiores do que ao usar outros sistemas, como o Windows, que inclui bem menos drivers no seu CD/DVD. Isso não toma tanto espaço como pode parecer, já que são códigos otimizados que vão direto ao ponto, sem aplicativos de configuração que tomariam vários megabytes.

De qualquer forma, para um driver ser incluso no kernel do Linux ele precisa ser open source, permitindo modificações e a livre redistribuição, além de ter alguma popularidade que justifique sua inclusão no kernel oficial. Por isso alguns dispositivos são tão difíceis de configurar no pinguim: o fabricante não libera o código, não fornece as especificações para a comunidade criar um driver livre, etc.

O The H Open Source tem alguns detalhes técnicos resumidos do Kernel Log.


Fonte:
http://www.hardware.com.br/noticias/2012-01/kernel-linux-15mi-linhas.html

802.11ad: Wireless a 5 Gb/s usando a faixa dos 60 GHz

As redes Wi-Fi se dividem entre dispositivos que utilizam a superlotada faixa dos 2.4 GHz e os que utilizam a relativamente limpa faixa dos 5 GHz. Mesmo com o 802.11n, que suporta ambas as faixas, muitos dispositivos continuam utilizando a faixa dos 2.4 GHz e, mesmo quando a escolha existe, mesmo muitos usuários esclarecidos optam por usar os 2.4 GHz em vez dos 5 GHz. Existe um motivo para isso: uma frequência mais alta faz com que o sinal perca a potência mais rapidamente, o que se não for compensado por melhores antenas e maior potência de transmissão faz com que o alcance da rede seja reduzido. Este é um problema que os fabricantes estão enfrentando no 802.11ac, que migra definitivamente para os 5 GHz: como manter o alcance da rede apesar do aumento da frequência.

Outro padrão que está chegando ao mercado é o 802.11ad (também chamado de WiGig ou "Wireless Gigabit Alliance"), que oferece taxas de transmissão de até 5 gigabits por segundo, usando uma terceira faixa disponível para o uso de dispositivos não-licenciados: a larga faixa dos 60 GHz. As altíssimas velocidades oferecidas pelo 802.11ad são possíveis devido a um engenhoso sistema de modulação baseado em comunicações ponto-a-ponto, que permite que múltiplos pares de dispositivos transmitam simultaneamente sem interferirem entre si.

Estima-se que quando produzidos em quantidade, os módulos WiGig custarão apenas alguns dólares a mais que os 802.11ac, o que permitirá que eles sejam incluídos em notebooks, NASes e outros dispositivos. A grande questão é que, diferente do que fabricantes como Wilocity querem nos convencer, o 802.11ad não é destinado a substituir as redes Wi-Fi 802.11n e 802.11ac, mas sim a complementá-las, criando "ilhas" de conectividade rápida em locais como salas, quartos e escritórios. O motivo é simples: devido à frequência utilizada, o alcance do WiGig é muito baixo (o sinal é atenuado pelo próprio oxigênio do ar) e ele não penetra bem em paredes e outros obstáculos. Em situações normais o alcance ficaria em apenas 5 a 10 metros no máximo, teoricamente podendo chegar a 30 metros (sem obstáculos) caso sejam usadas antenas direcionais.

Na prática isso significa que a rede só é realmente utilizável dentro de um mesmo cômodo (similar ao que temos no Bluetooth), daí a ideia das ilhas.

Os primeiros produtos com o WiGig devem chegar ainda este ano ao mercado. Entretanto, o padrão enfrentará um caminho difícil pela frente, já que notebooks, tablets, TVs e outros dispositivos precisarão trazer também transmissores 802.11ac ou 802.11n, resultando em um aumento considerável no preço. O sucesso ou fracasso do padrão dependerá de se os consumidores estarão ou não dispostos a pagar a diferença.



Fonte:
http://www.hardware.com.br/noticias/2012-01/wigig.html